Foto: morgueFile

Foto: morgueFile

Recentemente, a Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul negou a uma ex-empregada de um hospital da capital gaúcha o direito de reverter a demissão por justa causa a ela aplicada. Constatou-se em denúncia e em posterior investigação que a ex-funcionária havia repassado um e-mail de um fornecedor do hospital a uma outra empresa que também fornecia suprimentos à instituição. Com isso, para a 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), ficou comprovado o envio indevido de informações sigilosas e o rompimento da confiança necessária à manutenção do emprego.

“A decisão deixa claro que o empregado tem direitos sim, mas também deveres, como destacado na decisão, como o dever de fidelidade e da confiança. Cabe destacar ainda que o e-mail corporativo/profissional pode ser fiscalizado pelo empregador”, afirma o Juiz de Direito e especialista em Direito do Trabalho Marcos Scalercio.

Segundo ele, as empresas devem informar, assim que contratam o trabalhador, regras internas para que episódios como o do Rio Grande do Sul não aconteçam. “É recomendável que, na admissão, para zelar pela boa fé contratual, o empregador informe ao empregado sobre a impossibilidade de divulgar e-mail”, disse.

Portanto, evite problemas no ambiente de trabalho. Aja sempre com responsabilidade, ética e, claro, profissionalismo.

(com informações Damásio Educacional)