Não é de hoje que o tensionamento na política brasileira vem provocando brigas e discussões entre as pessoas. Mas e quando os conflitos se aproximam das nossas crianças e as envolvem? O que fazer? Mais do que isso: como orientá-las em um cenário muitas vezes tão cheio de hostilidades de parte a parte?

Para o especialista em educação Marco Gregori, o ponto fundamental é trabalhar a tolerância entre os pequenos. “Quanto mais educação, maior a tolerância, que muitos confundem: não é se adaptar ao que os outros querem, mas sim ter a capacidade de compreender, lidar com avaliações diferentes e conviver com essas opiniões divergentes de modo respeitoso”, argumenta.

Gregori traz algumas dicas de como os pais podem proceder:

– dê o exemplo: mostre que você – mãe, pai, avó, avô, tia, tio, madrinha, padrinho – pode lidar com opiniões distintas da sua, com maturidade e respeito;

– ensine empatia: é fundamental ajudar a criança a pensar no que se passa na cabeça do outro, apoiá-la no ato de se colocar nos sapatos alheios e entender que há lógicas distintas. Explique que é impossível ser o outro, mas o exercício de tentar, com certeza, é rico;

– lembre situações positivas de tolerância já vividas (pode ser em relação a um amiguinho que torce para outro time, um primo de outra religião… não importa);

– fundamente o aprendizado no pensamento crítico. Ajude as crianças por meio da adoção da racionalidade. Pergunte se faz sentido que elas maltratem outras crianças por conta de questões políticas ou posições sobre o cenário econômico que são de seus pais. Ao pensar racionalmente, a resposta fica óbvia;

– contextualize e pacifique. Por maior que seja a crise, ela não será resolvida por brigas e discussões. Explique e lembre aos pequenos e os incentive a ter uma posição construtiva.

Agora, é exercitar. Afinal, fazer uma sociedade e um país melhor é um ato que começa dentro de casa. Pratique!

Imagem: morgueFile

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