Hoje, dizem ser mais comum encontrarmos ex-fumantes do que fumantes pelas ruas. Mas o cigarro mantém considerável força sobretudo no ocidente, com riscos à saúde ainda mais evidentes quando usado na gravidez. Só nos EUA, o fumo está presente na vida de até 24% das gestantes.

“O coração bombeia o sangue para todo o corpo da mãe, inclusive para o feto, e a placenta, por sua vez, não consegue impedir a passagem dessas substâncias. Dessa forma, o bebê absorve as toxinas do sangue da mãe e recebe o monóxido de carbono presente na fumaça do cigarro”, alerta o ginecologista Renato de Oliveira.

O médico lista cinco razões para deixar de lado o vício na gestação (e, por que não dizer, para sempre!):

* risco de trombose – a nicotina causa estreitamento dos vasos sanguíneos. Esse fato, alinhado à pressão natural que o útero gravídico causa nos vasos sanguíneos, principalmente nas pernas, dificulta a circulação e aumenta o risco de trombose, que é a formação de coágulos dentro destes vasos;

* aborto - mulheres fumantes correm risco maior de sofrer aborto natural durante os três primeiros meses da gestação, pois as substâncias químicas do cigarro podem elevar os riscos de descolamento da placenta, provocar sangramentos e impedir a chegada de oxigênio ao bebê;

* parto prematuro – a nicotina pode inibir o transporte de oxigênio e nutrientes para o feto, provocando parto prematuro;

* problemas respiratórios – de acordo com a Organização Mundial de Saúde, filhos de mães fumantes têm a capacidade pulmonar duas vezes menor do que bebês de gestantes que não fumaram durante a gravidez. Pesquisa publicada no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine revelou que crianças expostas ao tabaco, principalmente no primeiro trimestre de gestação, eram mais propensas a sofrer de asma ou chiados no peito em idade pré-escolar. Eles notaram ainda que o risco de asma aumentava na medida em que o feto havia sido mais exposto à fumaça do cigarro;

* deficiências - bebês de mães fumantes também correm maior risco de nascer com defeitos e doenças congênitas. Estudos recentes apontam que filhos de mulheres fumantes apresentam menor volume cerebral, com redução de massa branca, responsável pelo processamento das emoções, atenção e decisão, e massa cinzenta, que envolve o controle muscular, emoções, fala e memória. 

Com informações Criogênesis

cigarro

Imagem: pixabay

 

 

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