Boa parte desse “lixo” segue direto para a Índia, onde será reciclada… antes de voltar ao 1º mundo, quase sempre em forma de insumo para a fabricação de roupas novas.

É o que podemos ver no minidocumentário “Unravel” (em português, “Deslindar”, que seria algo como desfazer a roupa pronta, para reciclar a matéria-prima).

Em pouco mais de 13 minutos, conhecemos um pouco da vida de indiana Reshma. Ela nunca viajou. Para o exterior ou para lugar algum. Mas no contato com as roupas do estrangeiro, a cabeça vai longe, tentando imaginar como são e como vivem as mulheres que descartaram o produto que ela irá desfazer, pelo próprio sustento.

A protagonista Reshma e seus desejos (foto: reprodução youtube)

A protagonista Reshma e seus desejos (foto: reprodução youtube)

Foto: reprodução youtube

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O processo

Depois que os contêineres vindos normalmente dos EUA, da Europa e também do Japão desembarcam no distrito de Kutch, as toneladas de peças são levadas para Panipat, no norte da Índia, numa viagem de 1.150 km. Antes, as peças são danificadas de propósito, para evitar que sejam roubadas no caminho.

Cada roupa então é desfeita às menores porções possíveis, até que o que reste possa ser de novo enovelado e mandado de volta aos maiores centros têxteis, para que sejam transformados em novas peças. As lãs, por sua vez, viram cobertores, também remetidos para fora.

Foto: reprodução youtube

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Choque cultural

Uma das dificuldades das indianas que atuam nesse ramo é entender por que tantas roupas boas, com aparência de terem sido usadas “duas ou três vezes”, são descartadas pelas ocidentais. Uma delas lança a hipótese de que a mulher do primeiro mundo talvez não goste de lavar roupa.

Estranhamento também com algumas roupas íntimas, ou com o tamanho de determinadas peças. Reshma diz que em algumas calças caberiam quatro pessoas, o que a faz pensar sobre os hábitos alimentares e de vida do primeiro mundo.

Todos os anos, mais de 100.000 toneladas de roupas descartadas viajam de países ocidentais para serem recicladas em Panipat. O equivalente em média a uns 250 milhões de vestidos!

Foto: reprodução youtube

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Veja o documentário clicando AQUI