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Você precisa relaxar! Esta frase, comum de ser dita pelo parceiro para a mulher que sente dor frequente na relação sexual, durante a penetração, demonstra uma situação que não deve confundida como simples “frescura” dela.

A mulher que tem vaginismo contrai involuntariamente seus músculos vaginais e a penetração se torna insuportável devido a dor, se sentindo incapacitada para o relacionamento sexual.

Nesse caso, o casal deve procurar a ajuda de uma equipe multidisciplinar, sendo imprescindível a avaliação ginecológica, fisioterapeuta e a de um profissional de sexologia /psicologia para investigar as possíveis causas. O tratamento para o caso de vaginismo depende de cada caso e muitas vezes, engloba exercícios de relaxamento da musculatura vaginal, dilatadores vaginais e psicoterapia.

O parceiro que não tem esse conhecimento se sente afetado e frustrado pela ausência da penetração. Imagina que está fazendo algo que a machuque, podendo desenvolver disfunções sexuais, como a erétil – dificuldade de obter ou manter uma ereção, tornando-se muitas vezes hostil, magoado e ressentido.

É possível que sentimentos não trabalhados tornem o ambiente hostil, a desconfiança pode criar raízes, fortalecendo razões fantasiosas sobre a ausência proposital das relações sexuais ou sobre a rejeição natural.

As causas do vaginismo, quando não bem compreendidas, podem apresentar suas consequências para além do campo sexual, afetando o relacionamento do casal.  A maioria das vezes tem fundo psicológico: medos, ansiedade, sentimentos e emoções, assim como traumas e abusos impedem a mulher de relaxar e até de se excitar. Com frequência não se conhecer, não gostar, não aceitar o próprio corpo, sentir-se feia, baixa autoestima, dificuldade em se entregar em uma relação, sexo sem envolvimento amoroso, não corresponder às expectativas do parceiro, não conseguir ser sedutora, medo de intimidade (experiências decepcionantes do passado).

Trabalhar esses sentimentos é um passo importante para a aproximação do casal, que se fortalece percebendo-se cúmplice no enfrentamento dos fatores causadores do vaginismo.