A situação é bastante comum: na ânsia por perder quilos ou centímetros, muita gente recorre a exercícios físicos (às vezes até intensos) sem ter colocado nada no estômago antes. Na cabeça, a impressão de que tal prática irá otimizar a queima de calorias e de gordura.

Ainda não existem estudos profundos sobre o tema, mas as principais correntes acadêmicas e os profissionais há mais tempo no mercado atestam que a prática do jejum pré-treino pode não ser nada saudável. É complicado, porque o aluno nem sempre entende que cada caso é específico e quer sair fazendo tudo que ouve de alguém ou vê por aí, diz a personal trainer Ligia Barone, com mais de 20 anos de experiência em performance e emagrecimento.

Segundo a educadora física, existe um risco escondido na prática. Com o baixo estoque de carboidrato, o corpo utiliza a gordura como fonte de energia quando estamos em jejum. Até aí, parece tudo ótimo. Mas o jejum prolongado aumenta os níveis de cortisol, o hormônio responsável por acelerar o processo de digestão, prejudicando assim o ganho de massa magra, ressaltou Ligia.

E mais: em certos casos de privação, o corpo pode recorrer a proteínas estruturais do organismo como fonte de energia. Ou seja, além de não diminuir a gordura, você ainda perde massa magra.

O que fazer então? As recomendações, é claro, variam de pessoa para pessoa, e também conforme o tipo e intensidade do exercício. No geral, cerca de uma hora antes de malhar ou de sair correndo, aposte em alimentos como torradas, pães e barras de cereais. Assim uma pequena parcela da glicose consumida na atividade estará sendo fornecida por esta refeição, e você não fica sem combustível no meio da atividade. Você não submete o seu organismo a uma situação crítica, e ainda minimiza o risco de estar perdendo muito mais do que peso, medida e gordura: a própria saúde.

 

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Com informações: Dino

 

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